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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Serie Rute - Mensagem de Esperança

Para começar 2012 o programa Mensagem de Esperança, apresentado pelo Miss. Alexander Stahlhoefer está expondo breves mensagens (10 minutos) a respeito do livro de Rute. A série será composta de 4 episódios, um para cada capítulo e vai ao ar todos os sábados 6.50h pela Rádio Cultura AM de Timbó (ouça online).
Os dois primeiros episódios já foram ao ar, então quero compartilhar aqui no blog para aqueles que gostam de acompanhar os programas e ouvir uma mensagem devocional para a sua semana.
A primeira parte fala sobre a amizade de Rute e Noemi. Já a segunda parte, a respeito da providência de Deus experimentada pela dupla.
Aproveite e deixe um comentário sobre o programa!

Ouça no player abaixo o Episódio #1 da Série Rute:


Clique aqui para baixar o episódio #1



Ouça no player abaixo o Episódio #2 da Série Rute:

Clique aqui para baixar o epísodio #2

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ainda faz sentido comemorar o Natal?

Publicado originalmente por mim mesmo lá no Bibotalk.com: http://www.bibotalk.com/2011/12/ainda-faz-sentido-comemorar-o-natal.html

Há considerável número de cristãos brasileiros que não comemoraram o Natal. O perfil destes vão desde os adeptos de seitas como Testemunhas de Jeová até os cristãos sem-igreja que não preferem viver uma espiritualidade cristã desapegada das tradições litúrgicas da Igreja.

Razões para não comemorar o Natal:

  1.  Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Num primeiro momento, para um cristão, este seria o argumento decisivo. Há histórica controvérsia entre o cristãos ocidentais e orientais a respeito da data do Natal. Sabe-se que o 25 de dezembro foi escolhido pelos cristãos romanos como uma tentativa de integrar mais facilmente um grande contingente de pessoas pagãs dentro da Igreja. Positivamente poderíamos dizer que foi uma tentativa de traduzir a verdade do Evangelho para dentro da cultura. Ou negativamente poderíamos dizer que foi um sincretismo, pois a data era originalmente ligada ao culto ao deus Sol invictus.
  2. O Natal se tornou mais comercial e menos cristão. Isto é fato. Há uma profusão de duendes, papais-noéis, renas, e outros seres mitológicos, além de decorações e luzes sem fim. Tudo isto aquece a economia globalizada vendendo centenas de toneladas de produtos chineses. Além disto há as tradições natalinas bem brasileiras: o peru de Natal (que não tem nada a ver com Natal e sim com Thanksgiven – o dia de ação de graças da cultura cristã americana) que alegra as grandes corporações da comida industrializada. Os inúmeros presentinhos que alegram as indústrias de chocolate, perfumaria, eletroeletrônica, confecção e o que mais se puder imaginar. O Natal tem se tornado uma festa dedicada à adoração a Mamon e menos ao pobre Jesus de Nazaré.

Entretanto ainda há boas razões para comemorar o Natal: 
 
  1. Cristo permanece Rei e Senhor sobre tudo e todos. Mesmo que o comércio queira roubar o trono de Cristo. Mesmo que os seres mitológicos das lendas natalinas modernas queiram roubar a simplicidade da historia real do Natal. Ainda assim o Evangelho é poder de Deus para salvar todo aquele que crê. Portanto, para o cristão a razão principal para comemorar a encarnação do Filho de Deus é esta: Cristo é Rei e Senhor para a glória de Deus Pai! 
  2. Não devemos nos esquecer que somos sal e luz do mundo. Ainda que a maioria prefira descristianizar o Natal. Ainda que o comércio transforme o ato de adoração dos magos dos oriente em tradição de dar e receber presentes. Mesmo que a secularização substitua o menino de prometido pelos profetas por um bom velhinho que retribui cada um com presentes conforme seu procedimento. Os cristãos tem a tarefa de resplandecer a luz de Cristo neste mundo e junto com João Batista afirmar que antes do Natal temos o Advento: tempo de arrependimento, tempo de preparação. Aplainem os caminhos para a vida do Senhor! Endireitem as veredas! Arrependam-se pois está próximo o Reino dos Céus! Antes de se alegrar com o Natal é preciso dizer que este tempo é tempo de contradição: alegria para uns, terror para outros. Pois aquele que não discernir o tempo em que vivemos estará sob a condenação de Deus. Temos uma boa tradição, as 4 semanas de advento nos servem para nos aquietar e refletir a respeito da promessa da volta de Cristo. E isto significa: o tempo está próximo! Jesus voltará logo!

Antes de simplesmente fazer comida e dar presentes, Natal é tempo de reflexão. Sobretudo a respeito do que significa confessar a Cristo neste mundo e afirmar que a volta do Senhor está próxima. Não podemos nos acomodar diante do secularismo. Precisamos erguer a nossa voz e dizer que apesar desta balburdia o Natal é a nossa festa! É nossa sim, queremos a liberdade de adorar o nosso Senhor e Rei e nos alegrar como família da fé. 

Reflita neste tempo de Advento e Natal a respeito do verdadeiro sentido da vinda de Cristo para o mundo e da esperança da volta do Senhor em glória. Examine-se para ver onde temos seguido o padrão deste mundo e em que áreas da vida ainda necessitamos nos converter. Celebre este Natal não como todo mundo faz, mas como um verdadeiro cristão deveria fazer: em temor e tremor, sabendo que o Senhor volta logo e devemos estar preparados!

Alex @stahlhoefer 

Aproveitei a mensagem acima e gravei um Mensagem de Esperança com o texto.
Se quiser ouvir é só clicar aqui:
 

Ou se preferir pode baixar o arquivo em MP3 para ouvir quando quiser:
Clique aqui para baixar (9,5Mb)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quem é teólogo?


Três anos atrás eu entrava pela porta da Igreja Luterana de São Bento do Sul para a solenidade de formatura do curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Luterana de Teologia. Que emoção! Finalmente seria um teólogo! Mas será que o diploma universitário de fato me fez um teólogo? Ou teriam sido os quatro anos de preparo na academia teológica? 

Para o reformador Martinho Lutero um bom teólogo só precisava saber distinguir adequadamente entre Lei e Evangelho. A Lei que acusa e condena o pecado e o Evangelho que oferece e dá a salvação. Mas ainda hoje me debate com esta questão. É fácil definir Lei e Evangelho, mas não é tão simples na vida cotidiana. Se nos guiarmos por este principio, qualquer cristão pode ser um teólogo, ao mesmo tempo, que nenhuma pessoa será plenamente uma teóloga.

De outro ponto de vista, a teologia é uma ciência, não como qualquer outra que conhece seu objeto de estudo e manipula-o conforme métodos bem determinados. A ciência teológica lida com um objeto de estudo que não se deixa conhecer, que é totalmente outro. Mas que se revela nas Sagradas Escrituras como sujeito ativo. A teo-logia não é um falar de Deus, mas um deixar Deus falar, deixar Deus ser Deus. O teólogo, ainda que cientista pelo fato de buscar incessantemente o conhecimento, utilizar métodos históricos e linguísticos, não passa de um objeto da ação de Deus. Teologia é uma ciência passiva, mas não no sentido de que nada se faz. No sentido de que sofremos a ação de Deus e proclamamos aquilo que vivenciamos com Deus. O cientista teólogo, ainda que profissional, não manipula seu objeto no laboratório, antes é usado como servo do seu Senhor.

Karl Barth em sua magnifica obra de Introdução a Teologia Evangélica afirma que a tarefa do teólogo esta dentro de um esquema oração-serviço-amor. O esquema na verdade é apenas uma maneira de explicar o “deixar Deus ser Deus”. Pois, se o Deus Triúno é o Senhor do teólogo, seja ele acadêmico ou autodidata, então tudo começa no sofrer a ação de Deus mediante a Palavra pregada. Disto se segue a oração, a meditação, o se colocar diante de Deus para sofrer sua ação. Se Deus age então o serviço à comunidade cristã será fato. Não existe teólogo de escrivaninha, nem de arquibancada, apenas aqueles que efetivamente servem no meio do povo de Deus. E quem serve deve fazê-lo em amor, pois sem amor um teólogo não é nada. 

Um abençoado dia do teólogo (30/11) para você que se deixa guiar por Deus mediante a Palavra, ora buscando a orientação de Deus, serve à comunidade cristã e ama profundamente a Deus e ao seu próximo! Todo cristão é um teólogo.

Alex @stahlhoefer

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre o Lutero controverso


 Cada vez que abordamos o tema da vida e obra de Martin Lutero há aqueles que lembrarão dos erros do grande reformador da Igreja: o ataque aos judeus e turcos, a dura posição contra os camponeses revoltosos, as palavras ásperas dirigidas contra a Igreja Católica.

Antes de tudo, é preciso compreender a forma com que Lutero escrevia. O reformador não era um teólogo acadêmico sentado em sua escrivaninha divagando sobre temas doutrinários que ninguém se interessava. Ele era um homem com profundas ligações com seu povo e sua Igreja. Compreendia bem os dilemas da vida e seus escritos sempre refletem alguma circunstância cotidiana.

A primeira grande “pisada na casca da banana” de Lutero foi uma carta chamada “Adendo à Exortação à Paz”. É o terceiro escrito de Lutero numa sequência progressiva de debates contra os camponeses que desejavam uma reforma radical com a implantação do Reino de Deus por meio da força física, se necessário. Lutero utiliza a compreensão dos Dois Reinos para lhes explicar que por um lado os camponeses tem direito de reclamar dos maus tratos, mas por outro lado devem se sujeitar a autoridade e não utilizar de violência. Entretanto, os camponeses ao perceberem que Lutero poderia estar do lado deles, intensificaram os ataques, sendo liderados por Thomas Müntzer. A resposta de Lutero vem no “Adendo”: os camponeses são rebeldes contra a autoridade; tem cometido assassinatos e roubos; e abusam do Evangelho. Por isto a recomendação as autoridades, caso os meios pacíficos falhem:  Negociar mais uma vez; colocar a situação em oração; negociar e só então pegar nas espadas, pois se não coibir a violência dos camponeses está pecando.[1]

Este escrito é controverso, usado pra criticar a Reforma de Lutero e a distinção dos dois regimentos. Isto se deve ao fato de o escrito ter vindo à tona exatamente após o massacre de camponeses em Frankenahausen. O “panfleto” foi utilizado como legitimação teológica para a continuidade do massacre aos camponeses em outros lugares. Príncipes entenderam o escrito como favorável a suas posições enquanto que os camponeses entenderam como uma traição de Lutero. A posição de Lutero não desencadeou o massacre, mas deu legitimidade para o que já havia ocorrido e para os massacres que estavam em curso, desta forma, sua repercussão foi funesta, tanto que Lutero sentiu-se obrigado a escrever a “Carta aberta a respeito do rigoroso livrinho contra os camponeses” onde o reformador ratificou sua posição defendida no Adendo, mas reafirmava que após a rebelião ser sufocada os príncipes deveriam agir com misericórdia.[2]
 
Uma segunda questão polêmica é sobre os escritos “Contra Hanswurst” (1541) e “Contra o papado em Roma, fundado pelo demônio” (1545). Anteriormente Lutero já havia condenado abusos do papado e se posicionado contrario a uma série de práticas de Roma. Mas com os frequentes embates entre os Católicos liderados por Wolfenbütel e os evangélicos da Liga de Schmalkalden Lutero se posicionou de forma bastante rude. Definiu o papa, bispos e cardeais como porcos, asnos, mentirosos, assassinos e hipócritas. Há ainda figuras mais drásticas dentro do escrito, mas apesar disto tudo Lutero utilizou de argumentos teológicos e bíblicos bem fundamentos para o ataque. Este texto não é um panfleto ideológico sem argumentação concisa! 

Por último a questão mais controversa de todas: a opinião de Lutero sobre os judeus. Há que se dizer que o Lutero mais jovem tinha uma posição mais favorável aos judeus. No escrito “Que Jesus Cristo nasceu judeu” (1523), o reformador expos a respeito da importância de expor a verdade do Evangelho ao povo judeu de forma que o reconheçam como o Messias e retornem a fé dos pais e profetas. 

Em muitos assuntos a posição de Lutero no final da vida foi bem mais dura e incisiva do que nos tradicionais escritos reformatórios da década de 20-30, muito provalvemente Lutero sofria com crises depressivas e saúde debilitada. O reformador sempre esteve no centro dos embates entre oponentes cujo poder político e econômico suplantavam em muito o de um simples professor de Bíblia. 

Voltando à questão dos judeus, no final da vida Lutero escreveu 3 textos sobre os judeus. Em primeiro lugar ele ataca a exegese rabínica. Lembrando que Lutero era professor de Bíblia, e sempre expôs a Escritura com o princípio “do que promove a Cristo”, além de interpretar o Antigo Testamento sob a ótica trinitária. Os judeus, obviamente, não teriam este tipo de leitura e Lutero se opõe a sua maneira de fazer exegese. O que Lutero desejou num primeiro momento era mostrar aos companheiros evangélicos que não era saudável utilizar a exegese rabínica, por causa dos seus pressupostos. Lutero também reutilizou algumas das mais cruéis acusações, comuns entre a população da época, contra os judeus. É claro que muitos se assustaram com a posição de Lutero, mas tais escritos ganharam pouca importância naquela época, sendo trazidos de volta a tona por movimentos anti-semitas posteriores. [3]

O que se pode dizer destas 3 grandes controvérsias é que Lutero não media as palavras quando argumentava. Ao mesmo tempo em que apresentava sólida argumentação teológica, exegética e histórica, também se utilizava de fraseologia, figuras e exemplos do cotidiano, muitos dos quais eram preconceituosos e excessivamente duros contra os acusadores. Há que se lembrar por exemplo das manias de Lutero de apelidar opositores. Por exemplo, o grande humanista Erasmo de Roterdã havia escrito a “Diatribe sive colatio” e dedicado a obra à Lutero. Lutero agradece, e escreve “De Servo Arbitrio” (200 páginas!) contra Erasmo, onde o chama de “sapo coaxante”.  Não podemos endossar todas as formas de Lutero escrever, ainda que a base de sua teologia seja boa e bem fundamentada. Fica a dica: “julgai todas as coisas, retende o que é bom” (1Ts 5.21).

Alexander Stahlhoefer
@stahlhoefer

Postado originalmente no Bibotalk: http://www.bibotalk.com/2011/11/sobre-o-lutero-controverso.html 


[1] Cf. STAHLHOEFER, Alexander B. A distinção dos Dois Regimentos em Lutero. In Vox Scripturae, vol XVII/2.
[2] Cf. ALTMANN, Walter. Lutero e Libertação. São Paulo: Ática, São Leopoldo: Sinodal, 1994, p. 250-252.
[3] Excelente artigo sobre as polêmicas de Lutero encontra-se em EDWARDS JR, Mark U. Luther’s polemical controversies. In MCKIN, Donald. The Cambridge Companion to Martin Luther. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

BTCast #016 - LUTERO e sua Teologia

Voltamos com a segunda parte da série GIGANTES com Lutero. Nesse podcast Bibo e Mac recebem o pastor luterano Alex, que se junta a nós para explorar a teologia do reformador.
Nesse episódio aprenda com quantos pilares se faz uma reforma, descubra como é importante ser amigo de gente poderosa e saiba como ser salvo!
Não quer baixar, ouça no player abaixo:
Crítcas, elogios e qq outra coisa relevante podcast@bibotalk.com
Siga Bibo e Mac no twitter @bibotalk e @Mac_Mau bem como nosso convidado Alex @stahlhoefer
O texto do Alex sobre a Reforma, baixe aqui!
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Agradecimento especial ao Luiz Fernando Pimentel que fez o banner desse podcast. O brother  trabalha com designer gráfico, web designer, confira o trabalho dele no  site: www.lpimentell.com 
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Postagem original do Bibotalk aqui: http://www.bibotalk.com/2011/11/btcast-016-lutero-e-sua-teologia.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Minha Catarina von Bora

 Se você ainda não sabia disto, Catarina von Bora era freira, e após deixar o mosteiro foi auxiliada por Lutero, com quem veio a se casar. Mas, não quero falar sobre casamento, nem apresentar uma biografia da “legítima família luterana” (rs). Meu assunto é bem outro: as Sagradas Escrituras.

Como assim? Em uma conversa à mesa[1] Lutero disse que a epistola aos Gálatas seria a sua “epistolazinha” a sua “Catarina von Bora[2]. Retrata assim sua identificação profunda com aquele texto bíblico. Sem dúvida esta identificação se deve ao fato de a Carta aos Gálatas conter o cerne da justiça da fé, a clareza típica da distinção entre Lei e Evangelho, a vida pelo Espírito Santo guiada única e exclusivamente pela graça. Mas, não é só uma questão de identificação com o texto bíblico, é questão de amor.

Eu amo minha esposa, creio que Lutero também amava a dele. Dizer eu amo implica em algumas coisas: eu me envolvo num relacionamento em que me disponho a doar de mim mesmo, no caso da Bíblia, doou meu tempo para passar junto dela, ouvindo-a e meditando-a “de dia e de noite” (Js 1.8). Eu me envolvo num relacionamento que me dá prazer, eu gosto dela, eu me alegro nela, eu fico contente quando estou com ela, eu sou feliz com ela (Sl 1.2). Ela me conhece, sabe muito bem quem eu sou, tenho impressão que ela lê meus pensamentos, e que sabe as minhas vontades e assim é capaz de me ajudar na minha vida cotidiana (2Tm 3.16). Nisto tudo, porém, me refiro ao amor as Sagradas Escrituras!

Não quero erotizara leitura das Escrituras, mas apresentar um tipo de intimidade que tem como base o amor: na Bíblia Deus se revela a nós como amor (1Jo 4.8), e nos convida a participar do amor dele (1Jo 4.16), amando a sua Palavra! As Escrituras foram lidas por muito tempo apenas como um texto histórico, ou como um texto objetivo, um conjunto de verdades, não que eu discorde disto, mas me parece que carecemos ler a nossa Bíblia de uma maneira distinta, talvez como o autor do Salmo 19 que afirma que a Lei do Senhor é perfeita, fiel, reta, límpida, verdadeira e seus efeitos são restaurar a alma, alegrar o coração, dar sabedoria aos símplices, iluminar os olhos!

Que nosso desejo ao nos colocar diante das Escrituras seja somente um: deixar Deus ser Deus! Permitindo que a Escritura me leia, seja sua própria intérprete[3], falando para mim aquilo que ela quer falar no seu infinito, eterno e terno amor que vem Deus em Cristo Jesus. Que ela seja para mim e para você “mais desejável do que o ouro, mais do que muito ouro depurado, e mais doce do que o mel e o destilar dos favos” (Sl 19.10).

[Publicado originalmente no bibotalk.com onde estarei colaborando regularmente. Aguarde, dia 31/10 sai podcast sobre a Reforma e na mesma semana um sobre a teologia de Lutero no bibotalk.com]


[1] Conversas a Mesa (Tischenrede) é o titulo de um volume das obras completas de Lutero (WA = WeimarerAusgabe) que retratam falas do reformador que foram (ou teriam?) ditas durante os momentos de refeição na Faculdade de Teologia. As frases foram colecionadas por pessoas próximas e reunidas neste volume.
[2] WA TR 1, 69, 18-20 apud BAYER, Oswald. A Teologia de Martim Lutero. Ed. Sinodal, 2007, p. 65.
[3] O principio hermenêutico de que a Escritura é sua própria inteprete não significa que a Bíblia deve ser interpretada por ela mesma, um versículo lendo o outro como a tradição evangélica nos ensinou. A ideia de Lutero ao formular este principio era a de que a Bíblia mesma lê a nossa vida e funciona como um espelho: revela quem eu sou (pecador) e revela quem Deus é (o amor) cf. BAYER, Oswald. A Teologia de Martim Lutero. Ed. Sinodal, 2007, p. 49-65.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Fim do mundo na sexta?

O mundo não acabou nesta sexta-feira (21/10/2011) como previu o pastor Camping dos EUA.
Fico impressionado com as tentativas das pessoas em prever o fim do mundo. Mas por outro lado, acho interessante que em todas as culturas e épocas há um interesse em prever ou mesmo saber a respeito dos tempos do fim. O que a Bíblia fala sobre o fim dos tempos? Precisamos temer o fim do mundo? Há alguma esperança para além daquilo que conhecemos?

Ouça o Mensagem de Esperança e tire suas conclusões



Baixe aqui em MP3 para ouvir onde quiser.

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